Por meio de aplicativo, pai descobre que filha de 7 anos foi assediada no celular pelo tio avô

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Foi o próprio pai quem instalou o aplicativo para garantir que ao chegar em casa, nenhuma ligação ou mensagem recebida na sua ausência passem despercebidas.

Era pra ser apenas uma conversa afetuosa entre uma criança e um tio avô que moram em cidades diferentes e não se veem há algum tempo. Mas o áudio encontrado por um pai no celular que fica com a filha de 7 anos quando ele não está em casa, revelaram o assédio sofrido pela criança durante a ligação do tio avô.

A criança mora com os pais e a avó em Santarém, oeste do Pará. E o tio avô mora na cidade de Altamira, região sudoeste paraense. Como a avó sofre de Alzheimer, muitos recados deixavam de ser dados, por isso o pai da criança decidiu instalar no celular um aplicativo que tanto grava as ligações, como converte textos em áudios.

No áudio que tem mais de 6 minutos, o tio avô pergunta se a menina lembra dele, se tem saudade, se continua bonita e já tem peitinho. Também pergunta se ela sentaria no colo dele e se deixaria que ele a cheirasse e tocasse. A criança, em sua inocência, responde “sim” a todas as perguntas.

Em alguns momentos, o tio avô demonstra preocupação com o fato da menina estar acompanhada, pergunta algumas vezes se a avó já foi tomar banho, se a porta do banheiro está trancada. E quanto ouve um barulho, pergunta se o pai da menina chegou em casa. Ele chega a se despedir por duas vezes, mas em seguida pergunta se ela está sozinha e ao ouvir que sim, e que a vó foi tomar banho, volta a perguntar se ela está bonitinha, bem gostosinha, manda beijos, cheiro e diz que quando for à casa dela, eles vão sair juntos.

De posse do áudio, o pai da menina que foi assediada procurou a Delegacia Especializada no Atendimento a Criança e ao Adolescente, em Santarém, para denunciar o caso.

A polícia civil de Altamira foi informada sobre o caso para auxiliar a polícia de santarém nas investigações, uma vez que o suspeito do assédio mora em Altamira, onde atua como pastor e assessor parlamentar.

De acordo com informações repassadas à polícia pelo pai da criança, o suspeito de assédio costuma ligar pra pedir informações sobre a irmã que sofre de Alzheimer.

 

 

Foto: Geovane Brito/G1
Por: Silvia Vieira, G1 Santarém

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